Bem Vindo a Casa do Béradêro

Carrinho

O Instituto Cultural Casa do Béradêro, sediado em Catolé do Rocha, Sertão da Paraíba, é uma associação não governamental sem fins lucrativos, de Utilidade Pública Municipal e Estadual, criada no ano de 2001 pelo cantor e compositor Chico César e sua primeira professora de música, a Irmã Iracy Barboza de Almeida.

Atendendo às zonas urbana e rural, o instituto prioriza o acesso de participantes com idades entre 06 e 21 anos, em situação de vulnerabilidade socioeconômica.

Com resultados comprovadamente eficazes, o Béradêro tem promovido a democratização do acesso à cultura, à educação complementar , à qualificação profissional e ao desenvolvimento da cidadania de centenas de crianças, adolescentes e jovens paraibanos, tornando-os protagonistas sociais, empoderando-os como indivíduos e cidadãos conscientes e capazes de transformar a sociedade.

Para a realização de todas as suas atividades, a sede do instituto mantém uma estrutura física constituída por 01 atelier de lutieria, 01 estúdio de gravações e ensaios, 01 sala de oficina de reciclagem de papel, 06 salas de aula, 01 laboratório de informática, 01 auditório e 01 biblioteca, além de todos os equipamentos eletrônicos e instrumentos musicais. Contudo, atividades fora do Instituto são comuns, como oficinas de iniciação musical e de reciclagem, com estudantes de escolas públicas municipais, e apresentações da Camerata para moradores da cidade, invariavelmente em espaços públicos, aos quais toda a população da cidade e demais visitantes tenham acesso.

NOSSA HISTÓRIA

No ano de 1995, a irmã Iracy Barboza de Almeida – primeira professora de música de Chico César – resolveu pôr em prática uma idéia: integrar os alunos das diversas escolas de Catolé do Rocha, descobrir jovens talentos para a música e resgatar a autoestima de crianças e adolescentes. Assim, iniciou sua jornada por 17 escolas da cidade, públicas e particulares, fazendo uma sondagem de interesse e identificando os talentos entre os alunos da 2ª a 4ª séries primárias.

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Foram escutadas mais de 1.200 crianças, todas cantando “Atirei o Pau no Gato”, canção que, além de ser do conhecimento de todos, possui dificuldades técnicas ideais para avaliar a aptidão musical dos pequenos cantores. Contudo, nem todas as crianças que gostariam de participar do projeto mostraram afinação vocal – para estas a Irmã solicitava que batessem palma, buscando avaliar sua capacidade rítmica.

Do total de avaliados, 200 crianças compareceram ao primeiro encontro no Colégio Francisca Mendes, da congregação das irmãs franciscanas de Dillingen, a qual a irmã Iracy pertence. Foram formados subgrupos de acordo com as séries, mas com o cuidado de se mesclar crianças de diferentes escolas para promover a integração e intercâmbio entre elas. O nome original seria “Gente que Canta”, mas como nem todas as crianças cantavam, o projeto foi depois rebatizado de “Gente que Encanta”. Pouco a pouco, o grupo foi trabalhando um repertório de canto e flauta, próprio para pequenas apresentações. Após quatro meses de trabalho aconteceu a estreia do Projeto. As crianças descobriram que podiam fazer coisas bonitas, agradáveis aos outros, aumentando a autoestima. Seguiram-se apresentações em escolas de Catolé do Rocha e quando a escola não oferecia espaço o grupo de crianças era convidado a se apresentar num auditório ou nas igrejas. Para as festividades do Natal de 1995, foi preparado um repertório de músicas natalinas que nos anos seguintes foi enriquecido com novos cantos e um pouco de teatro.

O êxito das turmas dos primeiros anos levou å ampliação dos cursos e em 2000, somando-se às aulas de flauta doce, foram introduzidos os cursos de violino e de flauta transversal. Para isso, irmã Iracy ganhou reforços na sua equipe: dois jovens monitores da Escola de Música do Ancuri – Fortaleza – CE viajavam semanalmente de Fortaleza a Catolé para dar aulas. Esta ação pôde ser viabilizada com as despesas de deslocamento pagas com apoio da Prefeitura Municipal de Catolé do Rocha durante o período do ano 2000 até 2004. Para a definição dos cursos a serem ministrados no Instituto foi feita uma pesquisa entre 365 alunos de 1º e 2º graus de 13 escolas do município de Catolé do Rocha, o que deu maior sustentabilidade à escolha dos cursos escolhidos.

Além da formação da “Orquestra ‘Gente que encanta”, foram realizadas oficinas de gravura e literatura de cordel para as crianças e adolescentes da região. O curso foi ministrado pela artista plástica Yili Maria Rojas, colombiana que mora no Brasil e faz especialização de gravura na Kustakademie em Stuttgart (Alemanha). Também foram realizadas duas outras oficinas: uma de tecelagem para adultos e outra de formação para professores, líderes comunitários, e pessoas interessadas em manter este trabalho na cidade. A Prefeitura Municipal, através das secretarias de Educação e Cultura, apoiou o projeto, além de ajudar nos custos cedeu um Ciac para a realização destas novas oficinas.

Em 2001 o projeto torna-se finalmente organização não-governamental. Neste ano, Chico César uniu forças com a irmã Iracy para transformar o Projeto Gente Que Encanta no Instituto Cultural Casa do Béradêro. Para isso, procurou, consultou e envolveu pessoas ligadas ao terceiro setor do país e de fora dele, tendo como uma de suas principais colaboradores a então coordenadora executiva do Instituto Ayrton Senna, Cenise Monte Vicente.
Foi decisiva para a consolidação das ações do Instituto a seção por comodato de um prédio por Dr Antônio Benjamin (reconhecido médico da região) e sua família para que aí viesse a ser instalada sua sede. Em seguida o prédio foi doado com escritura de terra e passou a ser de propriedade do Instituto Cultural Casa do Béradêro. A construção, destinada originalmente para abrigar uma clínica médica, passou por uma vigorosa reforma coordenada pela arquiteta Cristina Evelise para adaptar-se a sua nova utilização.

A partir de 25 de junho de 2009 , com o patrocínio da Petrobras através da seleção do projeto pelo Programa Desenvolvimento e Cidadania, o Instituto tem alavancado suas iniciativas;
estruturado setores que sofriam deficiências e implantado ações que lhes eram necessárias para o seu crescimento e para a profissionalização da gestão. Professores do Curso de Música da Universidade Federal da Paraíba iniciaram um trabalho consistente de reciclagem e aprimoramento da metodologia de ensino junto aos monitores do curso de música do instituto; foram agregados novos profissionais com vasta experiência nas áreas sócio-educacional e cultural; diversas novas ações foram multiplicadas e o Instituto aumentou sua capacidade de atendimento: enquanto que antes do patrocínio, atendia a 173 alunos, após o apoio da Petrobras, pôde elevar para 1.293 o número de participantes nos seus primeiros três anos de funcionamento e em seu quinto ano de atividades há haviam sido contempladas 2.000 crianças, adolescentes e jovens, com todas as suas atividades.